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24
maio
10

Milton Nascimento – Milton (1970)

E estamos de volta ao Brasil, Seis anos depois do estouro da Beatlemania. Aqui as coisas estão muito bem, obrigado, e os anos de chumbo começam a reinar. É 1970, e o mundo ainda dá seus gritos de Paz & Amor. Mais, alguém vai começar a revolucionar, e aqui no Brasil, alguém vai fazer a diferença na MPB. Alguém vai se desligar um pouco das invasões culturais, para poder divulgar as suas.

Eu sou da América Do Sul, Eu sei, vocês não vão saber.
Um épico de 1970, que muita gente acha que é dos anos 80.

Milton Nascimento – Milton (1970)

1-Para Lennon & McCartney:
-A música começa seca, com voz, piano e um acompanhamento fudido de uma guitarra com Wah-Wah. ela tem um solo de órgão embutindo na música, e ela fica rápida, intensa, veloz e maravilhosa. Pena que é a segunda mais curta do disco. O wah-wah derruba com sua habilidade, sendo seguido por uma guitarra solada com um fuzz. Piano acompanha a base. Voz do Milton está maravilhosa. Ponto pros caras. De 0 a 10 ? 9,5

2-Amigo, Amiga:
-Uma música meio estranha, mais com sua beleza, mudanças de chaves de melodia diretas, sem percursão, exceto por um momento no alto dos três minutos, que acaba logo. Uma música boa para viajar, como se falasse da relação de Milton com o seu público, de uma forma geral. De 0 a 10 ? 7,5

3-Maria Três Filhos:
-A música mais curta do disco, com uma letra tipicamente mineira, falando de Minas, e de suas famílias “pequenas”. Uma percusão “fora do compasso” com o baixo, e só no alto de 30 segundos, a música toma um rumo certo, aonde você percebe que até o fora do compasso…Está no compasso. De 0 a 10 ? 8,5

4-Clube Da Esquina:
-Não tendo nada a ver com o disco de 72 e 78, começando com um solo e ele seguindo a voz de Milton com uma percussão básica, a música da origem ao movimento, e não a música que já foi regravada a uma dúzia de artistas, essa qual o nome é Clube Da Esquina II, e essa, a de 70, é muito bonita. Os solos valem muito a pena. De 0 a 10 ? 7,25

5-Canto Latino:
-Um órgão e um violão “desafinado”, dão a intro para uma música linda, cheia de linguagens regionais de Minas e coisas assim, falando de um Canto Latino(americano) e coisas assim, coisas brasileiras, e não tão americanizadas, tendo até seu ritmo daqui, e não dos States, saca ? Na altura de 01:45 minutos, a música se anima, como uma guaraña, ou um ritmo bem latino, bem…Raíces De La America, bem Tarancón, para depois retomar a massa do início da música. De 0 a 10 ? 8,15

6-Durango Kid:
-Uma música humilde, com flauta, violão e afins. Fala de um jeito latino para um herói gringo, forte, e humilde. Sem mais para dizer, essa música é muito boa, totalmente Clube Da Esquina. De 0 a 10 ? 8,0

7-Pai Grande:

-Outra com raízes mineiras, falando de escravatura e tals…Sobre um menino que sonha ter a força de seu povo. Um som bem enraízado de encontro com os sons de Minas, dizem até que o Som Imaginário tocava essa música com Milton na turnê do “Matança Do Porco”, de 73, eu acho. De 0 a 10 ? 7,0

8-Alunar:
-Um som modernista para uma ciranda de roda. Ela como todo o disco, tem um clima rápido, mais toma um peso depois de 01:10, e tem um solo fuzz meio que interrompido, sendo ouvido mais vezes. Infelizmente não entendi muito a letra, mais tem algo de regional nela, falando da lua de minas. Eu acho. De 0 a 10 ? 7,75

9-A Felicidade:
-A Felicidade, um antigo clássico da bossa-nova, ou alguma merda dessas, que Milton deixou bonita. Eu até gosto de ouvir na vida dele. Só voz e violão, um dui perfeito. De 0 a 10 ? 7,0

10-Tema De Tostão:
-Um berimbau com a voz de Milton dá início auma homenagem ao jogador da Copa De 70 no México, um instrumental latino (como o disco todo, aqui já desconfiando que Milton é comuna), som uma guitarra humilde, coro de voz de mulheres e Milton soltando agudos, violão transparente, órgão quase inaudível e coisas afim…Um prato cheio. De 0 a 10 ? 8,25

11-O Homem Da Sucursal:
-Uma música estranha, mais a letra é boa, impactante e severa. A melodia tenta até tomar um rumo pra ficar “de acordo” com a letra, mais parece que não há conjunção. Deve ser nessa falta de nexo dos anos 70, que muita gente não ouve mais bandas que usam esse efeito. De 0 a 10 ? 6,5

12-Aqui É O País Do Futebol:
-Uma intro de samba com um estádio lotado, começa essa faixa, sendo até um “samba-canção”, ou “samba de apartamento”, essa música tem sua beleza, resgatando o que ficou pra trás com a bossa-nova. De 0 a 10 ? 7,0

13-O Jogo:
-Com bateria e órgão começamos essa música, e ouvimos Milton cantando com acompanhamento, dizem uns, dos Novos Baianos (O que eu dúvido), mais essa música, tem uma psicodelia bem interessante, misturada com a bossa que Milton tentou salvar, narrando um jogo de futebol. E fez bem feito nessa música. Ponto pro mineiro. De 0 a 10 ? 8,0

E com essa fé, nos vemos ao próximo disco !

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23
maio
10

The Beatles – A Hard Day’s Night (1964)

Olá povo de Roma, hoje estamos em 1964, na Inglaterra pós-guerra, cheia de baby-boomers, MOD’s como o André Mod, e brigas nas praias de Brighton. E, quatro rapazes fazem um grande sucesso nesse ano, com seu primeiro filme lançado: A Hard Day’s Night. E enquanto isso, a trilha sonora também faz um puta sucesso, tendo também regravações com letras “genéticamente-brasileiramente-modificadas”, com vocês: The Beatles.

E eu estou trabalhando como um cão !
Considerado para alguns, o melhor disco deles.

The Beatles – A Hard Day’s Night (1964)

1-A Hard Day’s Night:
-Aqui, a música que dá ao nome do disco mostra que isso é batuta de bom. O filme em si também é massa, mais o disco tem o algo mais. Deve ser o dançante, pulsante…Essa música, tem um solo maravilhoso de Finado Harrison em sua guitarra Gretsch, fullgás e certeiro. Os vocais meio nasalados de John aqui estão em condução com a música. Ponto pra eles. De o a 10 ? 7,25

2-I Should Have Known Better:
-Aqui pelo Brasil teve uma re-gravação lançada como “Menina Linda”, por Renato & Seus Blue Caps, eu acho. A Original se mantém bonita, com um solo de guitarra e de gaita muito harmonicos com a melodia. E enquanto no Brasil se falava de um amor, na terra da rainha se falava de uma desilusão, muito triste. De o a 10 ? 7,5

3-If I Feel:
-A Rita Lee fez uma versão dessa, muito broxante. Mais, a original, de tão down que é, fica linda, ainda mais com John cantando e os violões o acompanhando, bem no tipo “Mariachi” da coisa. Boa pra ouvir enquanto se faz amor. De o a 10 ? 6,5

4-I’m Happy Just To Dance With You:
-Uma das primeiras músicas de Harrison, que é muito boa, por sinal, e bem dançante, agitada e pulsante. Falando de um amor (pra variar…), o cara vai estar feliz só de dançar com a menina dele. E é isso aí. A introdução do começo, que também é a melodia do refrão, também é muito maneira, um pseudo-micro-solo bem agudo, quase um quebrador de vidros. De o a 10 ? 7,75

5-And I Love Her:
-Bem, essa música é muito linda, dor-de-cotovelo/bregueira/cíumeira ao máximo, do tipo “Trófeu Odair José” de brega-romântico. Um acústico com violões bem planejados, um apenas solando, duas vozes, uma sobreposta da outra, talvez. Com acompanhamentos de bongô, ela ganha uma sustância boa o bastante pra limapr o “pouco” do brega que há nela. No disco “Build Up” da Rita Lee, de 1970 ela também faz uma versão dessa música, meio que bem sucedida. Eu acho. De o a 10 ? 6,75

6-Tell Me Why:
-Uma intro de virada de bateria, e piano, mostra algo dançante, e maneiro para se ouvir, lembra até Call Perkins ou Chuck Berry, na sua mais dura e sólida veia de “Rock & Roll” (antes mesmo de ser ” ‘n’ “). Algo bem americano para ser de quatro ingleses, e isso mostra que eles tinham competência para ser bons músicos, como provaram até 1970. De o a 10 ? 7,0

7-Can’t Buy Me Love:
-Um dos maiores singles deles, ficando em Nº1 por um tempo, a música é rápida, com solo bem calmo para ser algo da altura do Finado Harrison e direta, com direito a paradinhas, que todo mundo ama (Menos no futebol). Falando que amor não se compra,  e sim se ganha. Ponto pra eles. De o a 10 ? 7,0

8-Any Time At All:
-Uma música também falando de ? É, amor. Uma intro com a batida seca na bateria, e um grito forte, começa uma das melhores músicas desse disco, e . De o a 10 ? 8,0

9-I’ll Cry Instead:
-Uma intro “desorganizada de propósito”, e uma melodia meio country, faz essa música ser inssosa. Nem boa, nem ruim, nem nada, e isso é ruim pra uma banda do porte deles. De o a 10 ? 6,5

10-Things We said Today:
-Com uma intro no violão de John, Paul Mc Cartney faz a voz de uma das mais lindas músicas dos Beatles. com um clima ameno, que toma gás e fôlego na hora do refrão, essa música tem sua beleza escondida em vários fatores, como na timida guitarra no meio dos instrumentos. De o a 10 ? 8,5

11-When I Get Home:
-Alguém deve explicações a patroa, é sobre isso que fala esse som, e com uma intro agitada, e um refrão de qualquer jeito, temos mais uma música inssosa. Se não fosse pelos instrumentos bem-encaixados nela. De o a 10 ? 5,25

12-You Can’t Do That:
-Uma música “experimental”, com uma intro paracida com “Spanish Harlem Incident” dos Byrds, e a voz forte e menos nasalada do Lennon, essa faixa tem força e uma guitarra de Harrison entre “dedilhada e solada”, o que dá um charme nela. Algo também bem 64 para 68, mais psych, e puxando para um “Surrealistic Pillow” da vida. Bem a-front do tempo de 64. De o a 10 ? 6,25

13-I’ll Be Back:
-Uma “If I Fell + And I Love Her + Things We Said Today + Instrumentos” da vida. Maravilhosa, e com violões, baixo e bateria em ordem, vozes juntas como um coro perfeito. Lennon toma parte na letra, com ua voz boa. Em melodia descente de Am (Lá Menor), ela tem sua beleza-melancólica, o que encerra o disco com uma ótima e linda faixa. De o a 10 ? 8,25

E com esse barulho, nos vemos no próximo disco, em algum lugar do remoto tempo das Marmotas Celestes. o/

22
maio
10

Legião Urbana – As Quatro Estações (1989)

Estamos entrando na década de 90, e Paralamas, Barão Vermelho, Cazuza e Legião Urbana fazem sucesso aqui no Brazil. Tudo anda muito bem por terras brasileiras, e o Collor nem foi eleito ! E agora, o momento mais especial de uma banda vai surgir: Legio Urbanae Onto Vincit. Todas as pessoas que viveram/nasceram antes de 2010, sabem muito bem o que é do que estou falando. Geração, Coca-Cola.

O Arco-Íris, tem sete cores, e fui Juíz Supremo.
Legião Urbana – As Quatro Estações (1989)
Bota Pra Fuder !!!

1-Há Tempos:
-Aqui temos uma música comum, se não fosse superlotada da poesia concreta e óbiva do Renato Russo. Se ela tivesse uma pegada mais punk e violenta, com certeza seria uma música da clássica banda punk de Brasília, a “Aborto Elétrico”, da qual se dividiu a Legião e o Capital inicial. Ótima música. De 0 a 10 ? 6,75

2-Pais E Filhos:
-Uma música calma, tensa, e comum, falando da famosa e briguenta relação de pai e filho. Um pouco exagerada, mais realista, devo admitir. Um melodrama que ficou eternizado na versão do Acústico MTV, que foi apresentado na versão acústica daí em diante. O que faz toda pessoa que toca violão querer se matar, pois essa música já é um porre, cheia de melodramas e analogias com cifras chavão, e que faz perder a graça total do que se tinha com a guitarra de Dado Villa Lobos. De 0 a 10 ? 5,5

3-Feedbak Song For A Dying Friend:
-Algumas línguas dizem que foi escrita em homenagem ao Cazuza, e que ela revelava que ele iria morrer. Escrita em inglês, e com poucos feedbacks, essa música tem sua beleza, alguém me conte aonde. De 0 a 10 ? 6,25

4-Quando o Sol Bateu na Janela Do teu Quarto:
-Essa sim é uma música “linda e perfeita” da Legião Urbana, todo mundo a ama e gosta dela. O Barão Vermelho tentou regravar, só que numa versão mais de peso e elétrica, e só ferrou com ela. A música, tendo uma temática positiva, deixa o clima mais animador para ver a vida e outro ângulo. De 0 a 10 ? 7,0

5-Eu Era Um Lobisomem Juvenil:
-Uma pequena intro de bandolin dá a força para essa música se erguer. Ela não tem tempo definido, e nem refrão, mais a melodia feita com a guitarra e o órgão, dá uma força monumental a voz de blues de Renato Russo, falando das transformações, e coisas assim, a juventude foi bem retratada nesse quadro. E sim, o solo de “sinos” é totalmente do caralho. De 0 a 10 ? 9,75

6-1965 (Duas Tribos):
-Uma música simples, humilde, falando da época do descobrimento do Brasil e coisas assim. Com base simples, sem refrão e direta, com uma melodia chavão e bem tensa. De 0 a 10 ? 7,25

7-Monte Castelo:
-O Capítulo 13 de Coríntios, com o Soneto de Camões fazem a letra da música, junto com uma melodia de C (Dó) sempre caindo para notas mais agudas. Uma música linda, mais enjoativa se você a ouve demais. E ela não tem nada a ver com o Monte Castelo que a FAB tomou na Itália dos nazis. De 0 a 10 ? 6,75

8-Maurício:
-Uma música “obscura”, que fala de um cara com dúvidas, querendo se acertar, e uma melodia baseada e guiada nos teclados Yamaha da vida, e um mini-solo de violão no fim, nada mais a declarar senhor juíz. De 0 a 10 ? 5,75

9-Meninos e Meninas:
-Uma música maneira, com a mesma idéia músical de “Quando o Sol…”, só que mais rápida e forte. Rogando os “Santos-Cidades”, e falando da falta de caridade humana, e de uma pessoa indecisa na sexualidade (Ui!), com refrão e sem solo, essa música ganha a simpatia dos ouvintes por onde passa. De 0 a 10 ? 8,75

10-Sete Cidades:
-Uma das letras mais poéticas sobre o amor. Sem dúvidas, com uma gaitinha maneira dando a intro, Renato, com voz serena, fala de um amor presente, e longe ao mesmo tempo. E o exalta, enquanto a melodia o acolhe em voz e lhe dá proteção o suficiente. E acabando com outro “solo” de gaita potente e forte, eles encerram a música. Ponto pra eles. De 0 a 10 ? 9,25

11-Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar:
-Uma continuação da música acima, por assim dizer. A letra fala de esperar um amor, e ver a nação evoluir unida, e ver tudo dar certo, é algo 100% otimista, bem díficil de descrever, só ouvindo cara. Uma melodia intensa e calma, e a mesma voz serena de Renato, invade a música. E terminando-a com uma oração, ele fecha perfeitamente um disco. De 0 a 10 ? 9,25

20
maio
10

The Byrds – Fifth Dimension (1966)

O ano é 66. O mesmo ano que o A Quick One, do The Who. E incrivelmente conhecido como o ano das capas pretas. Parece até que o mundo musical estava de luto. a cada dez discos, só quatro tinham uma capa que não fossem preta, e nos que fizerem sucesso ou marcaram época, eram todos pretos. Uma banda de rock country, bate suas violentas cordas de guitarras nesse ano…Essa banda, meus amigos, se chama The Byrds.

Gonna ride a lear jet, baby…Gonna ride a lear jet.
Um clássico do Pschy-Rock, com raíz de Jazz.

The Byrds – Fifth Dimension.

1-5D (Fifth Dimension):
-Essa, podemos dizer a mais fraca música desse disco, fala da outra dimensão, de um além, e de uma psicodelia que iria nascer, tanto pros Byrds para os Ingleses e Americanos em 67, no “verão do amor” (regado a drogas). Uma música maneira. De 0 a 10 ? 6,5

2-Wild Moutain Thyme:
-Aqui vemos a potência vocal do Byrds como banda: Perfeita. Com arranjos, e um baixo bem prostado a música, e uma melodia nostálgica, como que te levasse a algum lugar, te arrastando para o espírito de paz “country” da música. De 0 a 10 ? 7,25

3-Mr. Spaceman:
-Se você já ouviu S.O.S. do Raul Seixas, você não vai achar estranho. É um plágo fudido. A original, dos Byrds, muda um pouco em ritmo, melodia, e letra. Mais tem o mesmo intuito; Ir embora com o homem da espaçonave. Infelizmente, a do Raul ficou melhor, bem melhor. De 0 a 10 ? 6,75

4-I See You:
-Aqui vemos a potência das guitarras, a voz pura de Mc Guinn e David Crosby, e um dos milhares solos desconexos, porém fortes de uma guitarra ou com muito efeito, ou de 12 cordas. Meio dançante, com uma vertente Mod, essa música é bem a cara desse disco: Um experimento que deu certo. 7,75

5-What’s Happening ?!?!
-David Crosby, canta sozinho uma das mais bonitas músicas sobre pós-relacionamento. Fala sobre a mágoa e raiva de ser deixado, e sobre uma melodia “chavão” (Que quase todo mundo já usou), e um solo a cada final de verso, ele faz essa belíssima música, e como diria ele e um bêbado que ouve sempre essa música: Eu não estou chorando ! De 0 a 10 ? 8,5

6-I Come And Stand At Every Door:
-Aparentemente, uma história de um fantasma da Segunda Guerra Mundial. A melodia, de tão calma que é, chega até a assustar. Se ouves ela sozinho, na tua casa, em tudo escuro, você se caga. Ainda mais se você entender de inglês e ver a letra. “Ou eu estou morto, ou eu estou morto.”. Ponto pra criatividade dos caras. De 0 a 10 ? 8,0

7-Eight Miles High:
-O Clássico desse disco, é também a música mais tudo. Violenta, calma, psych, Mod, country, exp e etc…A música que fala de uma viagem rápida de lugar em lugar, feita em época de turnês, mostra a criatividade tanto na letra como no feedback da guitarra solada, fazendo dela uma obra-prima secular. Dizem línguas que justamente essa música inspirou Hendrix a escrever Night Bird Flying. Bem tenso. De 0 a 10 ? 9,25

8-Hey Joe (Where You Gonna Go):
-Sim, essa música não é do Hendrix, é de uma outra banda americana desconhecida, dessas de “Nuggetices”, e o Byrds regravou na pegada de Psych-Rock, tendo depois regravado Hendrix. Tem um belo solo e harmonia. De 0 a 10 ? 8,75

9-Captain Soul:
-Uma instrumental, com gaita, guitara de 12 cordas solando, e um baixo inquieto, querendo ganhar espaço da guitarr base, e a bateria fica junto da meia-lua, “conversando entre si”. Essa sim, como tantas outras do Byrds, são ótimas instrumentais, e não como aquelas merdas do Kenny G. De 0 a 10 ? 7,75

10-John Riley:
-AH SIM ! Um clássico da música folk inglesa, aqui regravado pelos Byrds, foi primeiro gravado pela “avó” do folk, Judy Collins entre 1959/1961. Falando da história de um marinheiro que volta depois de 7 anos de uma viagem marítima, a mais bela e linda música de amor inglesa, cheia de guitarras com efeitos, guitarra solada, potência vocal em coro, e baixo subliminar, formam uma das bandas que eu mais admiro e respeito: The Byrds. De 0 a 10 ? 10,0

11-2-4-2 Fox Trot (The Lear Jet Song):
-Uma música também feita nas épocas de viagem, bem psicodélica, mostra a criatividade dessa banda. Simulando um vôo, e as turbinas torrando seus tímpanos, você até se sente em um, só que do lado de fora. Uma das melhores músicas repetitivas que já vi. E, assim eles terminam um ótimo disco. De 0 a 10 ? 8,75

…E nós nos vemos no post seguinte, meu caro amigo.

19
maio
10

Caetano Veloso & Gilberto Gil – Barra de 69 (1972)

Nossasinhora ! Esse disco é uma raridade, e um puta show ao vivo ! (Eu tive a chance de ter ele em vinil, mais me fodi.),  mesmo tendo um áudio sofrido, o “épicismo” desse disco é sem dúvida a despedida de Cae e Gil, para o exílio em Chelsea, Inglaterra, para só voltar em 1972, ano em que o disco foi lançado. Cheio de Pout-Pourris, guitarras de Pepeu Gomes, exaltações de público e afins, vemos que não é um disco ao vivo qualquer, é sim, e sem dúvidas, um dos (senão o) maior registro músical do povo contra a ditadura. (Um professor meu de história se emocionaria com esse relato histórico meu). O povo ouvindo e festejando com atenção as vozes dos Tropicalistas marcou ponto.

E quem ajuda, É o Senhor Do Bonfim !
Um clássico esquecido no baú da MPB.

Caetano Veloso & Gilberto Gil – Barra de 69 (1972)

1-Cinema Olympia:
-Regravada por, no mínimo, uma dúzia de artistas diferentes, aqui se encontra a versão ao vivo de Gil, Cae, Pepeu, e mais uns instrumentistas para Cinema Olympia. Relatando a juventude, tanto a da tropicália, como a da jovem guarda, como a da bossa (decadente bossa…), e tendo uma veia de protesto, defende que tudo tem um lugar a todos. Um solo de assovio se intercala a uma nervosa guitarra com fuzz. Bem intensa. De 0 a 10 ? 8,5

2-Frevo Rasgado:
-Frevo Rasgado, é do disco de 68 do Gil, aonde é toda orquestada, cheia de pom-pons e essas coisas…Aqui ela permanece mais viva, intensa, com uma introdução no violão (sendo que na capa Gil tem uma guitarra em mãos…) de encontro a voz de Gil bem melodiosa, radiante, mostrando que literalmente, esse é um frevo rápido – um frevo rasgado, por assim dizer. De 0 a 10 ? 8,5

3-For No One/Superbanca/Panis Et Circenses/Superbacana:
-Silêncio total, do Castro Alves não se ouve um peido ou ruído. Então, com o pseudo-solo, Pepeu dá a carta para Caetano soltar a mais linda letra sobre pós-dor-de-corno da história mundial: For No One, dos Beatles, no disco Revolver de 1966. Depois, tomando um fôlego audível, ele se retoma e puxa uma superbacana fudida, levantando o Castro alves em peso. E, depois de um furacão criado, Cae mostra pra quê nasceu, e para a música em seco, puxando a intro de Panis Et Circenses, imortalizada pelos Mutantes, e depois retoma ao frisson de Superbacana. Ótima jogada de sons. De 0 a 10 ? 8,5

4-Madalena:
-Aqui sim, uma música de “protesto”, sobre a fome a miséria do nordeste, aonde Gil solta sua voz e bota pra fuder, enquando Pepeu sola frenéticamente e o baixo come solto. Caetano faz backin’ vocals, meio sumidos pela péssima gravação. O wah-wah da guitarra nunca foi tão bem usado como nessa faixa. De 0 a 10 ? 8,0

5-Atrás Do Trio Elétrico:
-Uma introdução solada, diferente da original, mostra o gás que vai ter essa música. Uma das músicas que, é considerada a “criadora” do atual carnaval baiano. Quando Caetano puxa a música, é até possível sentirmos a aura do sangue baiano fervendo em cada um de nós. Aqui sim vemos a verdadeira alma baiana. De 0 a 10 ? 7,5

6-Domingo No Parque:
-Acompanhado do grupo cultural Viva Bahia, Gilberto gil apresenta o seu clássico que foi acompanhado com Os Mutantes no Festival Da Canção da Record, de 1967, causando muito furor, revolta e sucesso. Aqui, ao vivo e com berimbaus intensos, Gilberto Gil marca a sua parte no Barra. Grandiosamente. De 0 a 10 ? 8,0

7-Alegria, Alegria/Hindo Do Esporte Clube Bahia/Aquele Abraço:
-Esqueça a Alegria, Alegria de estúdo. Isso aqui irá partir tua cabeça em dois. Uma Alegria, Alegria beeeeeeem rápida, rítmica e perfeita, mostra como a banda de apoio de Cae e Gil é boa. Forte, independente, solista e com base na bateria, que guia os outros instrumentos. Caetano, depois de terminar essa maravilha, puxa para o hino do Bahia, aonde se vê o tamanho desse documento histórico, vendo o público cantar junto, e também sem Cae e Gil, sendo só auxíliado pela bateria. Percebemos então, como é forte o público quando é cantado o refrão: “BAHIA! BAHIA! BAHIA!”, o que fez um amigo meu nunca mais ouvir essa música. E logo depois disso, Gil se entrepõe e solta seu monstro: Aquele Abraço. Aí sim a platéia desaba, e logo sim, logo aí…Vemos como se encerra um ótimo disco: Com um ótimo Pout-Pourri. De 0 a 10 ? 9,5

E é com esse disco sensacional, que acabamos com mais um post. Até a vista !

17
maio
10

Los Hermanos – Ventura (2003)

Antes de tudo, perdão por esse atraso, mais, eu precisava travar uma batalha contra essa resenha, que se estendeu muito.
Mais, eis ela aí.

Bem, agora estamos em uma época aonde o Rock Brasileiro comercial (como eu gosto de dizer), está engatinhando para a auto-destruição, e afins. Aonde a música não se tem graça por ser contagiante, e sim por ser um produto aonde todos ouvem, e forçam os outros a ouvirem, e a opinião pública ? Dane-se ela. O que tenho a dizer é que mesmo com o cerco fechado e estreito, ainda sim temos salvação para poucas bandas por aqui em terras brazucas, não como o Karma, Terço, Peso,  Sá, Zé Rodrix & Guarabyra e afins…A verdadeira música morreu com os verdadeiros brasileiros, ou então saíram, foram até a esquina, ou estão tomando um café coletivo na padaria da rua de baixo; Porém Deus atendeu minhas preces, e mandou algo que nos salva:

Divisor de águas, marcador em vidas…
Um rock brasileiro convicente, infelizmente taxado de “universitário”.

Los Hermanos – Ventura (2003)

1 -Samba a Dois:
-Eis aqui uma música maneira por natureza, já regravada por uma tonelada e meia de artistas que se acham “Os Tops Da MPBM (Música Popular Brasileira Moderna), e que acham que Marcelo Camelo é um novo Chico Buarque. Versos bonitos, guitarra discreta e metais impecáveis. Música bonita. De 0 a 10? 7,5

2 -O Vencedor:
-Agora Sim ! Começa a pancadaria que todos conhecem. Talvez a música mais conhecida dos Los Hermanos seja essa. Ela tem batida, metais, força, e tudo o mais no talo. Ela tem auto-estima, brilho e qualquer coisa a mais. Até a voz do Camelo, que não é uma das melhores, fica ótima, e se encaixa. De 0 a 10? 9,0

3 -Tá Bom:
-Música fraca, em relação ao disco todo. Mais tem sua beleza…Só não sei aonde, deve ser na introdução ou na letra, pois ambos são bonitos. De 0 a 10? 6,5

4 -Ultimo Romance:
-Ai, ai…Quem nunca teve uma desilusão amorosa, ou um amor platônico ? É, eu tive os dois, pela mesma garota, que me desprezou e hoje é mãe dos meus filhos. Essa música é uma ótima pedida pra gente que nem eu, que sofreu e se recuperou do baque. E com estilo. A música em si, tem na letra uma jura de amor escondida que de tão bonita que é, se completa pela guitarra de Amarante e seus mini-solos. Ponto pra ele. De 0 a 10? 9,0

5 -Do Sétimo Andar:
-Outra do Amarante, é como se parecesse uma continuação da música passada, fico-me lembrando de horas a fio em que conversava com meu primo, e ele ouvia essa música enquanto almoçavamos vendo o Globo Esporte (Só não me pergunte como assistiamos e conseguiamos ouvir a música ao mesmo tempo.), e aqui temos os metais, como tuba e piccolo dando um show a parte, só fazendo o menor dos elogios. Final seco e impecável.De 0 a 10? 8,75

6 -A Outra:
-Uma outra meio-quebra-clima do disco. Pode parecer uma bobagem, mais ela parece “Pra Ser Só Minha Mulher” do Ronnie Von, que o Robertito Carlos regravou. Ela tem uns toques iguais a do Ronnie e do Beto, só que com mais melodias vivas e intensas. De 0 a 10? 6,0

7 -Cara Estranho:
-Então…Um “single-fabricado” com uma melodia obscura, falando da história de um frangote que quer se dar bem, o Solo do Amarante vale a pena nessa música. De 0 a 10? 6,25

8 -O Velho E O Moço:
-Melodia bonita, voz do Amarante com polidez entra na música pra tocar de vez o barco. Tem uma suave batida que logo se aumenta gradualmente, até atingir um pico, e se manter, e decrescidamente descer até a melodia original. Uma uma-volta-e-meia totalemente perfeita. Só perde pela falta de metais, que estão muito bem colocados no disco. De 0 a 10? 8,5

9 -Além Do Que Se Vê:
-Mais um das que dão animo, principalmente pelo refrão, e a introdução-reta, que já começa seca, com Camelo cantando, e puxando a música, e depois do refrão, a música lietralmente pega fogo e mostra pra que veio, tendo um sobe-e-desce de volume, tanto por voz, como por instrumentos, algo que se mostra amplamente dominado pela banda nesse disco, então; Ponto pra eles. De 0 a 10? 8,75

10 -O Pouco Que Sobrou:
-Lembra das porradas violentas, algo mais dark ou sombrio ? Então, na escala de branco a preto, essa fica em grafite-petróleo. A batida frenética da bateria e o teclado de Medina aqui dá uma rapidez e peso/contra-peso na música totalmente incríveis. O baixo se mantém timido, porém audível, mostrando assim que nessa música tudo fica em conjunção e forte. De 0 a 10? 9,0

11 -Conversa De Botas Partidas:
-Uma introdução no piano já demonstra ser uma música “épica”. Ela tem fôlego, gás, força e potênica única. Mais, ainda fica no ar aquela falta de alguma coisa. De 0 a 10? 7,25

12 -Deixa O Verão:
-Uma melodia rápida já dá a intenção de rapidez na música. O que fica bem evidente, nos primeiros quatro segundos que seguem…Um épico rock rápido, e inteligente, que pessoas-que-se-acham-aNMPB (Nova Música Popular Brasileira) como Ana Cañas, aparecem para fuder com tudo. Um “solo” de assovio da a música uma graça bem interessante. De 0 a 10? 8,5

13 -Do Lado De Dentro:
-Como diria um amigo meu “com uma guitarra bêbada, atordoada”, essa música começa, puxando um “tema circence”, fazendo ela ficar estranha, mórbida e carregada. Uma letra bem estranha, que se anima e volta ao nível orignial. Um prato cheio pra quem gosta de coisas bem obscuras como The West Coast Experimental Band. De 0 a 10? 6,0

14 -Um Par:
-Agora Sim! Amarante e tua obra-prima, já baleando o ouvinte com uma guitarra bem forte e trabalhada (ele deve ter uma sequência de riffs muito boa), e faz até que “dançante” a história de um casal meio conturbado, em clima de briga, o solo dele se faz como ele: autêntico. Sem mais para o momento, como diria o Mestre Jeremias. De 0 a 10? 9,5

15 -De Onde Vem A Calma:
-Uma música ruim para terminar o Ventura, mais que parece como uma ponte para o próximo disco, o “4” de 2005. Bem tensa e fraca, poderia ter se saído melhor. De 0 a 10? 5,5

E nos vemos no próximo post.

13
maio
10

Jorge Ben – A Tábua De Esmeralda. (1974)

É, hoje nos encontramos em 1974, com muito misticismo, rock em evolução e fim dos anos de chumbo no Brasil. Nos encontramos em um tempo, aonde SÓ haviam músicas boas, tendo ou não protestos, mais, músicas de verdade. Jorge Ben aqui se destaca por usar um tema muito criativo: Um álbum semi-concetual, sobre Alquimia Medieval, e a Tábua De Esmeralda, que é considerada um livro “religioso” por usar passgens bíblicas e também pedaços de outras lendas antigas sobre religião. Tirando os clássicos, que hoje considerados os picos máximos de Samba Rock.

Figuras medievais são demais. Detalhe para as citações bíblicas.

Jorge Ben – A Tábua De Esmeralda (1974)

Um ótimo disco pros amantes do swing brasileiro…

1-Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas:
-“Tem que cantar, cantando, e tem que dançar, dançando.”…E assim botamos a Maria-Fumaça pra funcionar amigos. Começa um swing bem dançante, mais, bem amplo, falando de um tema, pouco comum para um sacudin-ben-samba: A Alquimia. Aqui Jorge Ben vomita em nossas cabeças tudo o que sabe sobre os “cientistas” medievais e suas virtudes. Arranjo de metais fantásticos. De 0 a 10 ? 6,25

2-O Homem Da Gravata Florida:
-Bem, puxando o carro, mais, dando mais batidas e “sons espaciais”, como diriam uns amigos meus, aqui temos uma singela homenagem para Paracelso, um dos grandes Alquimistas da era medieval. Mostra um solado de violão em melodia com a voz de Ben, se tornando uma música maravilhosa, porém meio enjoativa, só por causa da letra desconexa. De 0 a 10 ? 5,5

3-Errare Humanun Est:
-Para mim, a melhor faixa desse disco, que fala sobre a evolução humana e a revelação divina (ou algo assim) sobre os olhos da escritura da Tábua. Ou algo por aí, usando temas em latim, católicos, e pagãos. Também fazendo uma citação ao grandioso livro: “Eram os Deuses Astronautas ?” que alega que Deus seja…um E. T. De 0 a 10 ? 8,75

4-Menina Mulher Da Pele Preta:
-Uma música cheia de gás, animo, e floreio bons pra cacete no baixo. Em todo salão de gafieira, se tocar essa música, merece meu respeito, e, nos anos 90, uma banda de forró qualquer regravou essa música, e fez caca. Mais quem se einteressa e gosta de boa música, logo corre atrás da raíz. Jorge é sempre Ben Bon. De 0 a 10 ? 9,0

5-Eu Vou Torcer:
-Baseada nas idéias e leis de São Thomas De Aquino, nos remetendo de novo a era medieval e afins, falando das coisas boas da vida, Jorge Ben nos passa uma mensagem de otimismo, nos mostrando que desde a época de chumbo da ditadura, tinha alguma coisa boa a se curtir. E por tudo o que acontece, desde o coração até a Compreensão, vemos que tudo é bom, tudo é lindo, tudo é de Deus. De 0 a 10 ? 7,5

6-Magnólia:
-A música mais cuti-cuti do disco, falando de uma menina-flor que há de vir para outro planeta para cá. Muito tosca a letra, mais a melodia vale a pena. De 0 a 10 ? 6,5

7-Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar:
-Aqui, temos um Lado-B, Ben sucedido (perdão pelo trocadilho), do nosso amigo Ben. Usando melodias de quatro acordes, elementos do samba-de-raíz, e uma voz impecável, ele vai realmente conquistar seu ouvido com esse som bom pra cacete. De 0 a 10 ? 7,0

8-Zumbi:
-“Remember Your Roots”, diz a Tatoo de André Mod, o que Jorge Ben fez com toda a certeza. Se lembrando do herói negro, e das 8, ou 10 raças que vieram para o Brasil, começa os acordes de uma canção de “consciência negra”, falando dos valores e tals…Um som bem maneiro, com um som colonial, arranjo de cordas, e os cacetes a quatro. De 0 a 10 ? 8,0

9-Brother:
-Composição em Inglês, com um toque som, só baixo, violão, meia-lua, pandeiro e orgão. Um Soul acúsitco, se me permitem dizer isso. Um Jesus Cristo americano, uma jura eterna com feelin’ inacreditáveis e um solo de gitarra bem gritante, que até pode te remeter a segunda música desse disco, que, convenhamos, também tem sua beleza. Ponto pra Ben.

10-O Namorado Da Viúva:
-Um samba-rock engraçadinho, com ginga e um violão bem engajado no som, e essa foi uma das (senão a)  que fez mais sucesso desse disco, tendo até um clip lançado pelo fantástico. Se não fosse um sucesso pré-fabricado, seria muito melhor. De 0 a 10 ? 6,25

11-Hermes Trismegistro E Sua Celeste Tábua De Esmeralda:
-Aqui, voltamos com toda a força no assunto principal do disco: Alquimia Celeste e afins. Conta como foi escrita a Tábua de Esmeralda, Fulcanelli, trechos de alquimia, e versículos celestes, falando de Deus, e a humildade, e blábláblá, aqui sim, ganhamos o puro conceito do que chamamos de “semi-conceitual”. Uma inovação aqui no Brasil. De 0 a 10 ? 7,75

12-Cinco Minutos:
-Não levantem as pedras ! Mais, essa faixa é puro Soul. Ouçam o baixo, e a bateria humilde, porém arrasadora, o violão tocando com melodias incertas, como se não houvesse amanhã ou uma ordem certa de batida de cordas. A voz rouca e desesperada, nos mostra um tom de medo, como se acontecesse com um de nós. Jorge Ben atinge aqui o seu nível de músico (ao menos pra mim.). Para quem anda com pressa de encontrar alguém, ou gosta de um bom Soul com arranjos de violino, ou algo assim, ouça essa música. Vale muito. De 0 a 10 ? 9,5




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