30
jun
10

Jethro Tull – Minstrel In The Gallery (1975)

Olá pessoal, estamos aqui com mais um post altamente maneiro. Estamos agora em 75, com o The Who By Numbers entrando e saindo das paradas de sucesso, o Glam Rock começa a dar seus latidos mais fortes, e a música disco começa a monopolizar todo o mercado mundial. Mas, para a alegria, ainda existem discos bons nesse ano, entre eles…

Ele escreveu uma canção de amor e ódio.

Jethro Tull – Minstrel In The Gallery (1975)

1-Minstrel In The Gallery:
-Começando o disco com a faixa título, com uma intro falada de Davida Palmer (atualmente Dee Palmer), se torna um tema medieval, falando de um menestrel, tocando uma “trovada”. Logo depois, surgindo um épico solo de Martin Barre, e dando a força a música, com um baixo fenomenal, e órgãos/teclados por John Evans, que nem se devem comentar. Barriemore Barlow logo nos mostra ao que veio, e solta a força contida num vocal e flauta de Ian. Ponto pros caras. De o a 10 ? 8,75.

2-Cold Wind To Vahalla:
-Com um violão dando a devida intro dessa múisca, e Barrie fazendo a flauta em versões ao vivo, essa música segue o ritmo/peso da primeira, sempre pendendo para a percussão, e guitarra, deixando como intermediário o baixo, e o órgão como complemento básico do restante. Um solo de slide de Martin Barre maravilhoso, é impossível de não notar. De o a 10 ? 9,0.

3-Black Satin Dancer:
-Uma música que Ian fez para sua ex-mulher, com um tema bom, e uma harmonia de piano com o vocal de Ian maravilhosos, talvez essa seja a música mais, “fácil de passar” do disco, pois pelo começo é enjoativa, mais, caso o ouvinte tenha paciênica, verá o que se chama Jethro Tull ! Ele ouvirá uma banda totalmente comprometida com seu público, e mostrando ao que veio. Botar para foder geral, e fazer um progressivo para as massas. De o a 10 ? 6,75.

4-Requiem:
-Um tema acústico, que Anderson também fez para a sua amada, falando do inevitável: A separação de um casal. Tendo um acompanhamento de cordas, maravilhoso e melancólico, e um solo de violão ao final de Barre lindo. Usando de tema medieval, seguindo a idéia do disco, ela se enciaxa perfeitamente a qualquer tema romântico. De o a 10 ? 7,25.

5-One White Duck/0^10= Nothing At All:
-Um tema melancólico, saudosista, acústico e apaixonado. Falando das inúmeras turnées, e dos papéis de paredes de hotel que lembram a terra natal, Ian e o violão, com o ótimo conjunto de cordas executam One White Duck, depois, por um curtíssimo instruental, Nothing At All. Que é uma “violentada” na música, cheia de contradições, e de elegias. Aqui Ian usa sua voz ao máximo de perfeição, e depois deságua nessa música, o tema acústico masi bonito de todos. De o a 10 ? 8,25.

6-Baker Street Muse:
-A maior música do disco, com quase 17 minutos de duração, é dividida em quatro temas: Baker Street Muse/Pig Me And The Whore/Nice Little Tune/Crash Barrier Waltzer/Mother England Reviere. Sendo a primeira, a relativa Baker…, e a Seguinda, quando se acaba um solo de Martin, e entra o violão acústico e Ian cantando  a forte e contagiante Pig Me…; Carregada de instrumentos, que nem valem a pena comentar a sincronia perfeita; Chegando depois ao sensacional Nice Little Tune, e depois, voltando ao violão e Ian, encontramos Crash Barrier…Aos moldes de Requiem. Sendo também acompanhada por um grupo de cordas dando o tom melancólico que tanto cerca esse disco. E por último, temos o Mother England…Começando com o trejeito também de Requiem , só que mais fatídica, e com um acompanhamento de guitarras em solo melódico (Isso existe), dando um final digno e merecido para essa música, que é a alma/essência do disco. Com destaque a prisão de Ian no estúdio. De o a 10 ? 10,0.

7-Grace:
-Uma música curta, escrita nas coxas durante uma epsera de vôo, é uma peça acústica com Ian e violão, e pequenas cordas ressoando aos fundos. Um belo tema para encerrar o disco, e de um jeito muito interessante,  considerada uma música “surpresa”, atualmente chamda de “easter egg”. De o a 10 ? 9,5.

29
jun
10

Caetano & Os Mutantes (Ao Vivo Na Sucata) – 1968

Olá caros amigos, antes de dar início a um post curto, porém daquele jeito, venho pedir desculpas pela ausência não intencional. Dias de prova, TCC, essas coisas. Agora, pegando rumo das férias, esse blog tem planos, e os aguarde.

Hoje nos encontramos em 68. Revoltas estudantis em Paris, Tropicália em ascenção, e Os Mutantes, e Caetano Veloso com seus primeiros LP’s lançados. Todos já cabeludos, e lotados de guitarras violentas ! Tirando o Rock psicodélico que nasceu em 67 e está desabrochando agora com todo o pessoal da Europa e América do Norte, Eletric Ladyland e afins. Aqui no Brasil, em Outubro, Cae, Gil E Mutantes foram chamados para uma temporada de Shows na fatídica Boate Sucata, no Rio, aonde aconteceu uma passagem aonde Gil e Cae teriam desrespeitado o Hino e Bandeira nacionais, causas de seus exílios. (Cof Cof.)

Enfim, cá vamos nós.

Caetano Veloso & Os Mutantes (Ao Vivo na Sucata) – 1968

Mais Deus está solto !

Um marco, mesmo só tendo quatro músicas, e sendo díficil de achar.

1-A Voz Do Morto:
-Já começando com vaias e fortes batidas, A Voz Do Morto, composição também de Cae e Gil, só achada nesse compacto, faz um contra-peso com a música A Voz Do Vivo, do disco de Gil de 1969. A música, fazendo um calmoprotesto civil, mostra Gil com uma percussão, Caetano com um vocal perfeito, e Os Mutantes com backin’ vocais lindinhos, ao estilo Lee da coisa, baixo em linha com a guitarra; Por sua vez com um wah-wah ensurdecedor. Ainda se ouve uma menina pedindo o bis de “Alegria Alegria.” Som magnífico. Perfeito em todas as harmonias, tirando as sensacionais viradas de bateria. Ao fundo ainda pode-se ouvir, um parabéns para você, muito interessante. De 0 a 10 ? 9,25.

2-Baby:
-Acabando a baderna da música anterior, puxando um tema mais calmo, e afinando a Guitarra, Sérgio Dias mostra pro que veio, cantando Baby, em um tom mais elevado, em E (Mi.), Gil faz uma introdução vocal e logo puxa a batida calma da bateria, com os micro-solos do Sérgio, e as vozes, com um violão humilde, para o Centro: Cae cantando, angelicalmente uma das versões mais lindas de suas músicas. De 0 a 10 ? 8,75.

3-Saudosismo:
-Outra música que é de Cae, e se encontra no álbum da Gal de 68. Começando calma com assovios e pedidos de silêncio, com uma batida bossa-nova, fazendo citações a própria bossa-nova, sambas , Wilson Simonal e afins, bem tímida e calma, ela atinge o seu ápice, nos últimos dez segundos. Uma total baderna tropicalista. De 0 a 10 ? 8,5.

4-Marcianista:
-Pela contagem de Arnaldo (?), começa uma versão de uma música latina muito intesa, carregado de feelin’ próprio. Com batidas de palmas e violão no estilo guaraña, e logo depois uma melodia “moderna” e um baixo estupefante, começamos assim nossa última música. Falando de um homem desesperado, que procura um amor em Marte, ou em qualquer lugar, com solos intensos em efeitos Fuzz, e baixo em linha, com uma bateria forte, a voz de Cae se altera, ás vezes forte, outras humilde, noutras submissa a melodia. Como sempre, a bangunça tropicalista está no meio dessa música, dentre as partes do refrão, sendo feito pela melodia, já que se altera o refrão. Logo depois de um louco discurso de Cae, a música fica violenta, e acaba com um pequenino “Uau” de Rita Lee Jones. Um final totalmente FODA ! De 0 a 10 ? 9,75.

E com esse disco/compacto raro, nos vemos no próximo post chicoteador. Até a visa amigo.

15
jun
10

The Kinks – Percy (1972)

Bem, estamos em 1972. Thick As A Brick é tocada integralmente em rádios, e dá seus pulos em turnées. O Karma dá o tom de queda e ascensão, as pessoas são felizes e gostam de boa música, e todos aqui gostam de ouvir coisas novas, e renovadoras. Nos altos europeus, uma banda que entrava e saía na decadência. The Kinks. Dave davies e sua furiosa guitarra que tanto agitou a Marquee MOD, a Marquee Suede, A Marquee Skin, e a Marque dos Beats alheios.

Eu conheço um lugar não tão longe daqui…
Regravações e afins.

The Kinks – Percy – 1972

1-God’s Children:
-Uma música calma, sútil e humilde, dá  ínicio de Percy. “O que mutia gente considera uma Rockopera (Opera Rock)”. Semi-acústica, e com clima country, Ray Davies faz essa música nos dar tom de viagem, uma nostalgia perdida. De 0 a 10 ? 7,5

2-Lola:
-Uma Lola diferente da originial, mostra-nos que Dave Davies é um (puta subestimado) Guitar Hero. Numa instrumental acelerada, a banda mostra que ainda é uma ótima banda, e que Dave Davies ainda sola como ninguém, tendo sua técnica e percepção para notas certeira. De 0 a 10 ? 7,75

3-The Way Love Used To Be:
-Uma música “orquestrada” com violão, violinos, e a voz de Ray Davies solitária, penando por essa bela música. Uma música que fala sobre solidão e amor, com belos arranjos orquestrados em violinos e violoncelos, fazem as vezes aqui, mostrando um Kinks meio diferente dos anteriores. De 0 a 10 ? 8,25

4-Completely:
-Um tema “country/blues” e instrumental, bem elaborado por Dave Davies, uma gaita até nos remete ao som do Blues, fazendo a junção de um banjo com um órgão, fazendo assim uma mudança de estilo. E ainda sim, solando, e fazendo magníficos solos, Dave Davies se afirma nesse disco em ser um ótimo guitar hero. De 0 a 10 ? 6,0

5-Running Round Town:
-Um tema acústico que até lembra “American Woman” do The Guess Who. Um tema curto, com piano, gaita, e violão, bem típico do ingleses, e bem “bonito” de se ouvir. De 0 a 10 ? 6,75

6-Moments:
-Um riff de baixo com guitarra, dá a intro para Ray Davies lançar sua voz, também com arranjos de orquestra, esse som é maravilhoso e dá o tom certo para a música, puxando mesmo para a nostalgia. Ponto para os Kinks ao acertarem a forma. De 0 a 10 ? 6,0

7-Animals in the Zoo:
-Uma música bem “grooveada”, e trabalhada na percussão, faz com que você ás vezes perca o compasso, e ás vezes se ache nesse som. Com o vocal dividido entre Ray Davies e Dave, eles fazem um belo som. De 0 a 10 ? 7,0

8-Just Friends:
-Com um piano no efeito “caixinha de música” Ray Davies faz essa música orquestrada com um cravo. Puxando á algum tipo de peça barroca, ela é bem elaborada, e ótimamente arranjada com seus instrumentos. De 0 a 10 ? 8,25

9-Whip Lady:
-Seguindo a linda de “Just Friends”, só que depois mudando para um tipo de som “pré-punk/pós-MC5”, se faz um som totalmente selvagem e furioso. Curta peça, porém de belo som. De 0 a 10 ? 8,75

10-Dreams:
-Um som sobre sonhos. Com um jeito meio apoteótico, e bem espalhafatoso, com os efeitos colocados, essa música poderia ter se saído melhor se não fosse pelos mesmos. De 0 a 10 ? 6,5

11-Helga:
-Outra peça curta do disco, com um tema meio que espanhol na intro, e ainda sim, o puxando pelo violão solo de Dave, ela continua, com um solo vocal de Ray Davies. Ótimo som, e bateria impecável, baixo muito austero. De 0 a 10 ? 8,75

12-Willesden Green:
-Uma música, que alguns dizem sendo “cover” (só não se sabe de quem, tenho a mim que é deles mesmos), tem um tema músical de anos 40/50, com aquele violão com acordes abertos e curtos, uma voz grave e forte, e um conjunto vocal de coros em combinação, e um baixo muito harmonioso. Ótima faixa. De 0 a 10 ? 7,75

13-God’s Children-End.
-E com os últimos 29” da bolhaca, essa pequena instrumental muito bem elaborada fecha o disco. Ponto para a harmonia que os Kinks conseguiam em meio de tanta briga. Mais os Kinks, são os Kinks, e eles poderiam encerrar esse disco de um jeito muito melhor, e não com essa pequena faixa de continuação e encerramento. De 0 a 10 ? 7,0

E com esse post, nos vemos ao próximo post. Até a próxima resenha amigo leitor !

14
jun
10

Caetano & Chico – Juntos e Ao Vivo (1972)

Em 1972, querendo-se ou não, foi um ano muito bom para a música em geral. Aqui nesse ano, logo no final, Jethro Tull faz muito sucesso com a ótima-sucedida turnée de “Thick As A Brick”, e Caetano faz as vezes com o fodástico “Transa”. Chico Buarque, cantor-protestante, que também foi exilado, e correspondendte do Pasquim na Itália, volta também ao Brasil, e nos dias 10 e 11 de Novembro, lança um dos seus maisores e melhores discos com a parceria de Cae: o “Juntos e Ao Vivo.” Gravado também no Teatro Castro Alves de Salvador, Bahia, ele é considerado por alguns fãs lunáticos de “uma continuação do “”BARRA 69″” (Já postado aqui.) que o Gil não quis participar.”

E quero que você venha comigo.
A Música Brasileira, em sua forma mais crua e lírica.

Caetano Veloso & Chico Buarque – Juntos e Ao Vivo (1972)

1-Bom Conselho:
-Na energia maravilhosa da platéia, Chico começa cantando essa música, com seu violão clássico, puxando seu clássico samba-MPB, meio que nos moldes de Ole, Olá. Jogo com as palavras, ele mesmo. Harmonia, voz solta, violão tímido, porém ativo na música, faz dela uma boa composição. De 0 a 10 ? 6,5

2-Partido Alto:
-Aqui, uma das famosas músicas de Chico imortalizada por Cae. Caetano aqui consegue arrancar gritos e salvas de toda a platéia, fazendo ela ir ao delírio com sua interpretação selvagem e forte. O baixo e cozinha, fazem um “riff” violento e seco, muito forte, indo contra um agogô muito forte, como se ele quisesse um samba…De partido alto. Falando sobre os problemas de cotidiano, e sobre o bom malandro e das favelas, essa música fez e faz sucesso. De 0 a 10 ? 7,5

3-Tropicália:
-A música que deu origem ao movimento, aqui ganha nova roupagem e novo estilo, como se ela mesma fosse do Transa. Caetano aqui também faz uma voz mais violenta e seca, como se nesse disco ele estivesse todo nervoso, todo revoltado. Um solo riffado, entre as pausas de voz de Caetano, faz ainda mais esse clima de Transa fique pesado, só aliviando nos refrões. De 0 a 10 ? 8,5

4-Morena Dos Olhos D’Água:
-Uma música linda de Chico, que só voz de Cae, e violão de Chico faz presente, com o silênco ensurdecedor da platéia que faz realçar uma voz linda de Cae, como se fosse ainda do 1º disco dele, o Domingo, de 67. Música perfeita. Letra harmoniosa que cabe certeira com a melodia. De 0 a 10 ? 7,75

5-A Rita/Esse Cara:
-A Rita de Chico, agora é de Cae, em tonalidades diferentes, um violão, o acompanha e o da voz ativa, até que entra em Esse Cara, a platéia dá o Sinal para a voz de Cae arrebentar com seu jeito manso, como se também puxasse uma linha de samba-MPB forte, porém calma e ativa. De 0 a 10 ? 7,25

6-Atrás Da Porta:
-Um piano puxa a intro de uma música de Francis Hime, que Chico canta lindamente em violão, depois puxando uma percussão de jeito de samba. Preferível ouvir com a Elis. De 0 a 10 ? 6,5

7-Você Não Entende Nada/Cotidiano:
-Caetano arrepia o Castro Alves com essa sua música maliciosa e boa, e falando do cotidiano de um cara comum, de uma cidade comum, com uma vida comum, querendo se libertar de tudo isso. Puxando isso, Chico violentamente, como se fosse um discurso, Cotidiano, aonde se faz uma continuação da primeira. Instrumentos e voz, maravilhosas como sempre. De 0 a 10 ? 7,5

8-Bárbara:
-De “Calábar”, é uma das músicas mais chatinhas desse disco, a voz de Chico e Cae se intercalam, com um único violão, fazendo assim um dueto lindo. Porém maçante. De 0 a 10 ? 6,25

9-Ana De Amsterdam:
-Também de Calábar, essa música de Ana, fala de uma puta. Que é de todo mundo. Chico aqui se mostra irônico, contudente, e forte, com um violão bem tenso, não se mostrando batida alguma, meio desconexo. De 0 a 10 ? 5,5

10-Janelas Abertas Nº2:
-Chico começa cantando essa, com um violão, e uma gaita harmônica bem timída, ele desenrola essa música com um tom muito lindo, muito belo. De 0 a 10 ? 6,5

11-Os Argonautas:
-Caetano e Chico, cantam essa música do 1º, do disco de 1969, com um violão em fado, e puxando para um sotaque bem português. Caetano aqui faz dueto com Chico no refrão, fazendo assim, um ótimo encerramento desse disco. De 0 a 10 ? 8,5

E com essa prosopéia, nos vemos ao novo post que se aproxima amigos.

07
jun
10

The Illusion – The Illusion (1968)

Bem, ainda na era de paz & amor e tudo aquilo o mais, o nosso blog vem trazer até você um dos mais nuggeticiosos discos de 69. Conhecido só na parte de São Francisco e um naco da Eurpoa, uma banda com cinco integrantes faz um som psicodélico e ousado, até mesmo para quem pregava algo bonito.

Você fez de mim o que eu sou…
Uma psicodelia bem centrada, para uma geração desorganizada.

The Illusion (Homônimo) (1968)

1-Did You See Her Eyes:
-Começando com um pedaço de estúdio, uma guitarra da intro pelo o que vai vir. Um ótimo som, ótimo vocal, ótimo solo, ótimo tudo. O que mata, é apenas o tamanho das músicas.  Refrão pegajoso e violento. Bateria hiperativa com solo perfeito. De 0 a 10? 6,5.

2-Talkin’ Sweet, Talkin’ Soul:
-Uma intro bem elaborada com um coral de vocais dá o ínicio a situação que se encaixa, com música harmonica, violentas e controladas viradas de bateria, com uma pegada bem Beat 60’s, essa música nos deixa bem dançantes, bem…fodões, por assim dizer, né ? É ás vezes taxada de Pseudo-Glam/Disco. De 0 a 10? 7,5.

3-Just Imagine:
-Um violão sozinho, dedilhado, dá a impressão que é uma música do Bread, se não o fosse pelo vocal exorbitante. Com uma letra cuti-cuti de pegar muié, eles fazem um solado/base de violão, com um belo trabalho vocal nessa música. Os vocais lembram também Bread, mais, não é Bread (não mesmo.). De 0 a 10? 8,75.

4-Run, Run, Run/Willy Gee:
-Um medley! Aqui temos algo agitado, solado e bem intenso, falando de desespero, corrida e afins, e vozes sobrepostas e contrapostas, fazendo um vocal forte, e as vezes, desconexo, que puxa a segunda música, com uma intro de guitarra, bem ao molde de MC5. Mais, infelizmente a batida desse disco parece a mesma. De 0 a 10? 7,5.

5-I Love You Yes I Do:
-Uma música de dor-de-corno. Sem mais pro momento. De 0 a 10? 6,75.

6-Alone:
-A pós dor de corno. Uma coisa lindadiDeus. Com uma melodia decrecsente de A (Lá), essa música fica perfeita em todos os momentos e movimentos, desde o dueto, até o duplo vocal, e as guitarras se encontrando, a pura e a wah-wah. Solando horrores. Final arrebatador. De 0 a 10? 8,25.

7-Charlena:
-Wah-wah e uma campainha de bicicleta mete a intro dessa música, falando daquelas meninas que não nos dão bola. Solos de wah-wah ótimo, e melodia interessante. Vocais perfeitos. De 0 a 10? 7,25.

8-Why, Tell me Why?/The Real Thing:
-Um medley! [2] Aqui tendo algo mais depressivo com intro de baixo, e um violão arrastado, bem quieto, e uma bateria…”Funestra”. Falando sobre um dia cinza (a típica sensação de vazio pós-dor-de-corno), essa música tem um solo embutido muito lindo, dando corda também para a pauleira seguinte, maravilhosa, e sedenta por algo mais. O solo também com o trabalho vocal da banda aqui se mostra perfeito até demais. De 0 a 10? 8,5.

9-You Made Me What I Am:
-A música que alcançou um sucesso razoável foi essa. Que também é a melhor do disco, mais empolgante, com feelin’, solos indomado, bateria solada, clima de força, e um ótimo jeito de terminar o disco, e uma ótima intro de guitarra também. A música falando da transformação de um homem pode soar brega, menos essa. De 0 a 10? 10,0.

Com esse disco, nos vemos amanhã, daqui a três anos.🙂

02
jun
10

Caetano Veloso – Transa (1972)

Olá pessoal, depois de um longo (e não muito estimado) tempo, estamos de volta. Trazendo, direto de 1972, um clássico de “Back-In-Bahianice”. O que estava agitado, e em caos, hoje se acalmou mais um pouco. Caetano e Gil voltam do exílio, e um pouco tempo antes (ou depois, como dizem algumas línguas incertas), foi lançado o [link=https://oucaantesdemorrer.wordpress.com/2010/05/19/barra69/]Barra de 69![/link]. E estamos agora, marcados por dois discos bons dos baianos: O Expresso 2222 do Gil, e o clássico que irei digitar hoje, o Transa.

Você não me conhece, e nunca há de me conhecer…
Um dos maiores e melhores discos  do Brasil.
Caetano Veloso – Transa (1972)

1-You Don’t Know Me:
-Aqui, a melhor faixa-de-abertura-de-discos de todos os tempos ! Uma intro humilde e simples no violão, dá início a um som maravilhoso e forte a essa múisca, que também puxa um poema de um grande poeta baiano, e também a música Reza, de Edu Lobo, e essa mistura e força de baixo com uma bateria hiper-suave, ela ganha um ótimo conceito. De 0 a 10 ? 8,75

2-Nine Out Of Ten:
-Com uma intro bem forte com dois violões, um som pseudo-reggae instala e dá a “alma” do disco, Caetano nada mais e nada menos conta a história dele e seus amigos na Estrada De Portobelo, aonde descobriram o Reggae. Um som maravilhoso para se ouvir, com um belíssimo solo de Jards Macalé, que também assina a produção do disco e violões solos. De 0 a 10 ? 9,5

3-Triste Bahia:
-Uma compilação de cantos, palavras e frases meio desconexas com o som de um baixo sonolento, porém vigoroso e ativo. Uma música que fala do estado de Cae & Gil, e também do Mestre Pastinha, e também de coisas de um “cotidiano”. O violão de harmonia com o baixo, faz ela ficar meio macabra umas horas, e maravilhosa outras. De 0 a 10 ? 7,75

4-It’s A Long Way:
-Um violão em D (Ré), dá o ínicio de uma das mais belas músicas de Caetano.  A música falando dos dias passados (na Inglaterra, talvez), e de uma música dos Beatles, “The Long And Winding Road”. E Caetano, como sempre brincando e jogando com as palavras, faz uma “improvisação ensaiada”, e com uma das músicas de Vínicius De Moraes, e um final que chama A Lenda Do Abaeté, de Dorival Cayimmi, se encerra uma das mais belas músicas. De 0 a 10 ? 9,75

5-Mora Na Filosofia:
-Um violão, como em todo o disco, do mudo faz seu som. Ele aqui, faz parte da música masi bonita da MPB sobre dor-de-cotovelo-pós-fim-de-caso. Quando Caetano vai soltando a voz, você se sente livre. E quando vemos a voz interagindo com todos os instrumenos, a música fica perfeita. Tendo uma velocidade rápida no meio da música, e voltando a rapidez original, ela se faz bonita por ser simples, ser quase nada. De 0 a 10 ? 8,75

6-Neolithic Man:
-Com palmas, se começa essa canção, com um jogo de palavras e frases, tendo citações de Beatles, Tropicálica, e afins. Backin’ vocals de Gal Costa, e uma instrumentação no final da música, muito bom. O som dos batuques e no final da música, deixa tudo com um clima primata. É sério. De 0 a 10 ? 7,5

7-Nostalgia (That’s What Rock ‘n’ Roll Is All About):
-Uma música pequena, com backin’ vocals também de Gal, e uma gaita invocada, e um violão bem bluzeiro, faz essa música entrar na nossa cabeça, e bater nossos pés. Uma faixa curta, mais bem-trabalha, que parece até descontraída (Se bem que  eu acho mesmo que foi feita na hora da farra.) De 0 a 10 ? 7,25

E com esse disco totalmente forte, e renovador de Cae, nos vemos na próxima postagem (sem demora, eu prometo!).

26
maio
10

Jefferson Airplane – Surrealistic Pillow (1967)

Summer of love ! Hoje nos encontramos em 1967, no auge da psicodelia e coisas ilegais fazendo a cabeça dos músicos. Hendrix estréia com Are You Experienced, e o mundo desabrocha um arco-íris de cores. Açgumas bandas dos States fazem sucesso mundial (leia-se  no Europeu), e uma delas é Jefferson Airplane, que depois virou Jefferson Starship, para depois ser só Starship. Muito tenso.

Você não precisa de alguém para amar ?
Deixem o chumbo grosso pra trás, fiquem com as flores !

Jefferson Airplane – Surrealistic Pillow (1967)

1-She Has Funny Cars:
-Começamos bem, um “crássico!” do Plane, falando justamente…Que ela gosta de carros “engraçados”, mais, foda-se a letra, ouça a melodia, e a perfeição, de tão unida e boa que está, você raramente ouve a bateria do “Skip”. Vocal do Marty Balin ? Maravilhoso. Uma bela intro solada em conjunto de baixo e guitarra. De 0 a 10 ?  8,75

2-Somebody To Love:
-A clássica dos 60’s. Todo “rocker” ouve essa música para pedir paz (mesmo que queira guerra). Falando da busca incessante das pessoas pelo amor, Grace Slick mostra sua potência vocal aqui. Junto com os íncriveis solos “Pseudo-Wah-Wah” de Jorma, um excepcional guitarrista solo. De 0 a 10 ?  8,5

3-My best Friend:
-Ah, vá. Vai dizer que tu num sabia que todo disco tem uma faixa meia-boca ! My Best Friend, queria por uns, odiada por outros, poderia ser melhor, no pensamento desse crítico. Merecia mais peso, e menos coisas “alegres”, seria bonito se fosse algo como nessa próxima faixa. De 0 a 10 ?  5,5

4-Today:
-Meu Deus. Que porra de música linda. Quem nunca chorou nessa música quando a ouviu na fossa romântica, é um monstro, ou um canalha nato. Today fala da promessa eterna de ser um do outro, do cuidar, do querer bem, e com uma melodia meio “down”, uma guitarra solada, um baixo beeeeeeeeeem tímido, e uma meia-lua dos Backin’ vocals de Grace, Marty Balin arrebenta com essa música ! Ponto pra eles. De 0 a 10 ?  9,25

5-Comin’ Back To Me:
-Uma intro com um violão timido, e a voz de Balin cantando coisas bem Folk-Roots, seguido por uma flauta transversal bem suave, fazendo um clima bem Celta. Mira certeira no Psych rock. De 0 a 10 ?  7,25

6-3,5 Of A Mile In 10 Seconds:
-Uma intro de bateria bem seca dá a vez para Balin, Ketner, e Slick fazerem a versão de estúdio para uma das melhores músicas do Plane ao vivo. Aqui, mesmo tendo efeitos no solo de Jorma, ela não ganha a forza-arena que tem em um palco. Uma pena, mais, para o clima de São Francisco, ela está muito boa, obrigado. De 0 a 10 ?  7,5

7-D.C.B.A.-25:
-Uma música para se descer as ladeiras de San Francisco, ou as que estiverem perto da sua casa cara ! Uma intro no baixo matadora vem violentamente para dar voz a uma legítima “música de pôr-do-sol”. Bem romântica e inteligente na melodia. De 0 a 10 ?  8,5

8-How Do You Feel:
-Uma flauta transversal dá o ínicio a uma das coisas mais psychodelirics do ano de 67. Os solos trazem uma calmaria, e a meia-lua de Slick bate raivosamente com a voz de Balin e Ketner. Uma psicodelia perfeita, nos moldes de Woodstock, mesmo sendo esse disco antes de agosto de 67. De 0 a 10 ?  6,5

9-Embryonic Journey:
-Uma instrumental no violão, e apenas violão faz forma nessa música. Muito bonita. De 0 a 10 ?  6,75

10-White Rabbit:
-Um outro clássico do Airplane, essa falando de Alice no País das Maravilhas e a Guerra do Vietnã, falando de uma revolução sangreta um conto-de-fadas. Uma intro no baixo com uma bateria militar, seguido por um solo característico do Jorma. A voz de Grace Slick, como uma profetisa anunciando o fim de uma era. Épico Monumental. De 0 a 10 ?  9,25

11-Plastic Fantastic Lover:
-Uma melodia forte e meio intensa, e um solo bem “Dave Davies”. Uma música com uma letra meio futurista, e com uma bateria forte (em relação ao resto do disco). Marty Balin aqui faz um ótimo vocal nesse disco. Com uma força surpreendente, essa música encerra o disco perfeitamente. De 0 a 10 ?  9,25
E com essa psicodelia, terminamos esse post. Até a visa.




Alfarrábios

dezembro 2016
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